GREVE CAI 90% EM SP

Governo baixa R$ 0,46 do diesel na bomba, mas não por 60 dias

Acordo avança com governador de São Paulo, mas depende de Temer e do Congresso

Foto: Marcelo Camargo/ABR

Após tomar a iniciativa de intermediar as negociações com caminhoneiros grevistas para o desbloqueio das estradas, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou em entrevista na noite deste domingo (27) que o Governo Federal concordou em diminuir o preço do litro de óleo diesel em R$ 0,46 na bomba, mas não autorizou que o desconto seja válido por 60 dias, como pleiteia a categoria. França revelou ainda que o Governo Federal aceitou eliminar a cobrança do pedágio para caminhões com eixos suspensos (descarregados) em todo o país, por meio de medida provisória em edição extra no Diário Oficial da União, ainda hoje.

O governador destacou a redução de 90% dos bloqueios no Estado de São Paulo, mas lamentou que sua intermediação não tenha sido suficiente para assegurar o fim imediato da paralisação. Márcio França negociou com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, secretários de Estado e representantes dos profissionais de transporte de cargas e combustíveis. Mas os caminhoneiros preferiram não se desmobilizar até quinta-feira (31), mantendo cerca de 10% a 12% do movimento inicial, no acostamento. Em São Paulo, os pontos de bloqueio caíram de 220 para 32.

“Os caminhoneiros estão cumprindo o acordo, desmobilizando (as interdições). O Governo Federal também está tentando fazer sua parte, mas ainda não consegue atender a todas as demandas. Então, vamos intermediar outro prazo para a desmobilização do movimento para a zero hora de quinta-feira”, declarou o governador de São Paulo, ao demonstrar a esperança de que Michel Temer arremate o acordo: “Aguardamos que o presidente da República consiga equacionar isso”.

O Palácio do Planalto, onde o gabinete de crise está reunido desde o início da manhã, ainda não se pronunciou sobre o anúncio feito pelo governador de São Paulo. Márcio França admitiu que o governo federal tem dificuldades legais e financeiras para solucionar o impasse. Ele pediu ainda que o Congresso Nacional vote os projetos pendentes sobre valor mínimo do frete e a Lei Geral dos Transportes. (Com informações da Agência Brasil e SP Notícias)

Redação
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