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18 de Abril de 2017
Marcelo Odebrecht criou sistema de “contrapartida” para se certificar de que seu principal interlocutor no PT antes de 2011, Antônio Palocci, falava de fato em nome de Lula. Ele pedia ao pai, Emílio, para informar a Lula sobre propinas já pagas ao PT, totalizações e valores que só a Odebrecht tinha. Em 2010 pediu que o pai informasse a Lula sobre o total ao PT: R$ 200 milhões. Palocci mencionou o valor numa conversa posterior; era a prova de que seu interlocutor falava em nome de Lula.
Além de Emílio, o ex-executivo Alexandrino Alencar era usado para fazer a “ponte” com Lula, que monitorava o propinoduto.
A delação de Marcelo Odebrecht reforçou no Ministério Público Federal que Lula era mesmo o “comandante máximo” ou chefe da quadrilha.
Marcelo pediu a Emílio Odebrecht para informar Lula do balanço: em dois anos, foram R$200 milhões em propina paga ao PT.
Lula já sabia dos R$200 milhões quando Palocci “jogou verde” para Marcelo, citando R$300 milhões. Marcelo corrigiu, firme: “Foram 200”.
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O presidente Michel Temer deve nomear o advogado Tarcísio Vieira de Carvalho Neto para a vaga da ministra Luciana Lóssio, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O mandato dela se encerrará no dia 5. Ele foi o primeiro colocado na lista tríplice definida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ministro substituto no TSE desde fevereiro de 2014, Tarcísio é um dos advogados eleitoralistas mais admirados do País.
O futuro ministro Tarcísio é o mais antigo da classe de advogados no TSE. Ele foi assessor do ministro Marco Aurélio no STF durante anos.
Como o ministro Admar Gonzaga, que assumiu a vaga de Henrique Neves, Tarcísio é o que está há mais tempo na condição de substituto.
O sucessor de Luciana Lóssio poderá vir a participar do julgamento da ação do PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.
A construtora Odebrecht, que recebeu mais de R$1 bilhão por ano do governo Dilma, entre 2013 e 2015, ainda não recebeu um único centavo do governo Michel Temer neste ano de 2017.
Segundo Marcelo Odebrecht, em maio de 2014 foi procurado pelo ex-ministro Guido Mantega: “Veio uma orientação dela [Dilma] de que daqui pra frente todos os recursos de vocês vão ser direcionados para João Santana e Edinho (Silva). E não mais para o Vaccari”.
Um único despacho em São Paulo marcou a agenda de Aloysio Nunes (Relações Exteriores), nesta segunda. Não admira que a Argentina já tenha emplacado a visita oficial de Maurício Macri a Washington.
Enquanto um juiz federal do Brooklyn, em Nova York, condenou ontem a Odebrecht a devolver R$7,4 bilhões ao Brasil, o nosso Supremo Tribunal Federal discute nesta terça-feira (18) se o título brasileiro de 1987 deve ficar com o Sport de Recife e não com o Flamengo, do Rio.
Apesar das conhecidas relações do ex-governador Sérgio Cabral com seu ex-secretário Sérgio Côrtes, o fundo Soberano de Cingapura (GIC Private) diz não haver qualquer tipo de parceria nos investimentos.
O senador Fernando Bezerra Coelho (PE) não mexe um só músculo, exceto para expressar satisfação, quando ouve críticas ao governador do seu Estado, Paulo Câmara. Que, como ele, é filiado ao PSB.
Em meio a votações como as reformas da Previdência, Trabalhista e Política, a Câmara dos Deputados arrumou tempo para votar o projeto que dá nome do ex-prefeito de Lavras a um trecho da BR-265.
Jornalões noticiaram ontem o que nossos leitores sabem desde o dia 12: “Ela”, como a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) era chamada na Odebrecht, negociou pessoalmente propina de R$1,5 milhão.
...classificada como “nitroglicerina pura” em uma época, a delação de Paulo Roberto Costa virou um traque, perto das bombas da Odebrecht.
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