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17 de Abril de 2017
Com medo de ser alvo de gravações que o comprometam, sobretudo no âmbito da Lava Jato, o ex-presidente Lula ordenou que os celulares de quem o visita sejam recolhidos antes de qualquer reunião privada. Sempre lembra que celulares têm gravadores. Réu em cinco processos por corrupção, Lula não fala ao telefone nada que não possa ser divulgado. Ele não desconfia, tem certeza de que está grampeado.
Até em casa Lula fala quase aos cochichos. E encomenda varreduras periódicas em seus endereços, temendo escutas ambientais.
O ex-presidente usa apenas aparelhos de seguranças e assessores. É um dos raros brasileiros que não têm seu próprio celular.
O grampo da Policia Federal que flagrou o plano para obstruir a Justiça foi uma conversa de Dilma com Lula no celular de um segurança dele.
Paranóico, Lula implantou a regra que até hoje é seguida no Palácio do Planalto: ninguém entra no gabinete presidencial com celular no bolso.
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Ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht revelou que a parte do PT no contrato de desenvolvimento do Submarino Nuclear brasileiro (Prosub) foi de R$ 50 milhões. O negócio, segundo o ex-executivo, era complexo pois havia também acordo de transferência de tecnologia por parte da empresa francesa que tinha o contrato com a Marinha do Brasil. O negócio rendia à Odebrecht de R$ 500 a 700 milhões ao ano.
“Sempre que chegava o final do ano, tinha um problema para receber” no contrato do Prosub, queixou-se Odebrecht na sua delação.
Quando Odebrecht cobrava o pagamentos de parcelas, “aumentava a expectativa” de propina em Guido Mantega e João Vaccari Neto.
O alto valor do submarino forçava Odebrecht a tratar diretamente com Guido sobre pagamentos, já que era ele o responsável pela liberação.
Deve acabar em escândalo a licitação na Embratur para contratar por R$ 9 milhões uma agência de comunicação digital. O dono da Talk, empresa vencedora, é Luiz Alberto Ferla, velho amigo e conterrâneo de Florianópolis de Vinicius Lummertz, presidente da Embratur.
Uma Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM) valia dois Aloizio Mercadante (PT-SP), em 2010, na contabilidade da corrupção. A Odebrecht pagou a ela propina de R$ 1,5 milhão. Já Mercadante levou R$ 750 mil.
Os juros siderais não têm lógica. Tragado pela crise, leitor não pagou empréstimo de R$ 40 mil ao banco Itaú. Agora, um ano e meio depois, com a dívida perto de R$ 300 mil cobrada diariamente, ele finalmente recebeu uma proposta de acordo: R$ 18 mil e não se fala mais nisso.
Os entendimentos de Marcelo Odebrecht com Antonio Palocci eram “complicados”, mas, segundo o empresário, o “Italiano” mandava muito “por trás”, no governo Dilma, apesar de já não ser ministro.
Odebrecht revelou que pagamentos de R$ 3,2 milhões ao senador Lindbergh Farias em 2010 foram feitos através da empresa do marqueteiro Duda Mendonça, que realizou a campanha do petista.
No “Termo de Colaboração 16”, Marcelo Odebrecht afirma que o estádio do Corinthians “é um pepino para a gente”. Foram “mais de 40 reuniões” com Guido Mantega para tratar do Itaquerão.
De acordo com Marcelo Odebrecht, ele próprio disponibilizou pouco mais de R$ 300 milhões para o Partido dos Trabalhadores ao longo dos anos. “Mas eles não usaram tudo, foi pouco menos”, explicou. Ah, bom.
A investigação da compra dos cinco submarinos de fabricação francesa é dificultada por envolver “segurança nacional”. E também porque o governo Lula carimbou de “secreto” o acordo bilateral com a França.
...não há risco de suicídio entre integrantes da Lista de Fachin.
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