15 de Julho de 2017
Os adeptos da eleição indireta de Rodrigo Maia para presidente da República já fizeram e refizeram as contas e lhes faltam votos. Se é verdade que Maia é o “rei do baixo clero”, cujos votos o levaram à presidência da Câmara, metade desse grupo apoia o governo Michel Temer. Mesmo com os votos da oposição, a bancada de Rodrigo Maia ainda está longe dos 342 votos necessários à admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo plenário.
Temer não precisa de 172 votos para arquivar a denúncia, é a oposição que precisará somar 342 votos para vencer. O Planalto calcula ter 207.
Adiando por duas semanas a votação da denúncia no plenário, Maia deu tempo a todos, inclusive ao governo de melhorar sua articulação.
Resta à oposição e à TV a esperança de que Rodrigo Janot saque um “fato novo” da cartola. O que tem tudo para acontecer.
O problema para os opositores de Temer é que, agora, o jogo é político e não jurídico. E no lado do governo sobram profissionais da política.
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A classe política sergipana está prestes a declarar guerra ao governo Michel Temer. O governo Jackson Barreto (PMDB) teve de lutar muito para obter pouco mais de R$ 200 milhões do governo federal em um ano, uma ninharia para o tamanho das necessidades do Estado. Enquanto isso, o governo de Renan Filho, no vizinho Estado de Alagoas, faturou mais de R$ 1 bilhão. Barreto se sente discriminado.
Além de liberar R$ 1 bilhão, Michel Temer nomeou dois alagoanos no ministério: Marx Beltão (Turismo) e Mauricio Quintella (Transportes).
Nem mesmo a presença do sergipano André Moura (PSC) na Liderança do Governo Temer na Câmara não beneficiou o Estado.
Alagoas tem merecido bom tratamento do governo federal, apesar das constantes tentativas de sabotagem de Renan Calheiros.
O governo enterrou de vez a ideia do trazer de volta o imposto sindical obrigatório, ou criar “redução gradual”, conforme pediam as centrais sindicais. Na Medida Provisória que regulamenta a reforma trabalhista, está sepultado. Em 2016, o imposto custou R$ 3,5 bilhões ao brasileiro.
O desânimo após derrota na CCJ parece ter abatido a oposição. Um dos líderes do PT, Wadih Damous (RJ) já admite, antes mesmo do recesso, a derrota em plenário. “Talvez o governo tenha fôlego”, diz.
Entre deputados de oposição há uma torcida para que a Procuradoria-Geral da República “mova as suas peças” durante o recesso. Mas querem mesmo é o vazamento de “fato novo”, seja áudio, denúncia etc.
Aliados do governo no Congresso fizeram um mapeamento do apoio a Michel Temer na Câmara, de olho na votação da denúncia contra o presidente. O governo já desistiu de realizar a votação nesta 2ª-feira.
As senadoras que tentaram impedir a votação da reforma trabalhista demonstram o mesmo apreço pela democracia dos delinquentes bolivarianos que invadiram o parlamento para espancar opositores.
Segundo a sentença do juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente Lula “faltou com a verdade em seus depoimentos” acerca do apartamento que comprou da Bancoop, que depois se transformou em tríplex.
A “Recomendação nº 56/2017”, documento assinado pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, se refere ao Itamaraty como “Ministério Público das Relações Exteriores”. O MRE diz que esse não é seu nome. Talvez a PGR considere haver na Esplanada alguns reles ministérios privados.
Após a condenação do ex-presidente, o Movimento Brasil Livre elencou as opções de “Lula presidente”: Presidente Prudente, Presidente Venceslau ou Presidente Bernardes, cidades que abrigam presídios.
...no PT, parece que “estatuto” é sugestão e “documentos” não são provas.
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