12 de Novembro de 2017
O estudo "Representação política e interesses particulares na saúde", dos professores e pesquisadores Lígia Bahia (UFRJ) e Mário Scheffer (USP), apontou a presença de representantes de empresas de planos de saúde no comando da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Caso clássico de “raposa administrando galinheiro”. A ANS é aquela que já não impõe limites aos reajustes de mensalidades exceto, é claro, para os planos individuais – que estão praticamente extintos.
Os planos de saúde não têm limites. Agora, sob sua influência, a Câmara prepara um golpe fatal nos segurados: a nova lei do setor.
Ex-diretor, Eduardo Marcelo de Lima Sales deixou o cargo em 2013 após questionamentos sobre transição direta do mercado para a ANS.
Outro ex-diretor, Elano Figueiredo escondeu ter sido diretor da Unimed e advogado da HapVida. Desmascarado, renunciou em 2013.
A ANS garante que seus atuais dirigentes são servidores concursados, mas não esclareceu se têm história em empresas de plano de saúde.
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A crise econômica passa longe da Câmara dos Deputados. Este ano, já foram R$3,21 milhões gastos na contratação de serviços hospitalares de excelência, além de insumos para o Departamento Médico (Demed), verdadeiro hospital de ponta montado para atender servidores e seus dependentes. Para os ilustres deputados, que só ouvem falar do SUS no noticiário, há um contrato de atendimento no hospital Sírio-Libanês.
O convênio com o Sírio-Libanês, que nos custou R$ 2,5 milhões apenas este ano, é de uso exclusivo de parlamentares e servidores.
Está parado há um ano e meio, sem relator, projeto do deputado Cabo Daciolo (Avante-RJ) que obriga o político eleito a se tratar no SUS.
Apesar de elevado, o gasto com saúde na Câmara caiu quase 15% em relação ao ano passado. Mas 2017 ainda não acabou.
Mais um ano se passa e voltou a circular nas redes sociais o boato de que militares se organizam para promover no próximo dia 15, Dia da República, um golpe militar. É tudo lorota.
Leitores desta coluna sabem desde o dia 3 da articulação de deputados para garantir folga de 10 dias em razão do feriado do dia 15. Fingiram “esforço concentrado” esta última semana para voltar apenas no dia 21.
Enquanto na Câmara os deputados federais tiram “folgão” de 10 dias, no Senado não há pauta fechada para a semana do feriado do dia 15, mas há duas “audiências públicas interativas”. Só em comissões.
O leitor Daniel Bronzatti faz a pergunta que não quer calar: após o aumento da tarifa energética para “bandeira vermelha”, a eletricidade mais cara do mundo continua dando prejuízo ao estado brasileiro?
Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato tem ritmo mais cadenciado no Supremo Tribunal Federal, que prendeu só o ex-senador Delcídio do Amaral contra dezenas recolhidos ao xilindró por Sérgio Moro.
Foi num domingo, há 29 anos, que o Brasil assistiu a mais um show de Ayrton Senna em sua McLaren, no Japão, e vibrou com o primeiro dos três títulos mundiais do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou aplicativo, Conexão RT, para explicar as mudanças da nova legislação trabalhista, em vigor a partir de ontem. O app está disponível em dispositivos Android e iOS.
O PT tomou do contribuinte brasileiros R$6,8 milhões por mês, nos dez primeiros meses de 2017. Foram R$ 68,3 milhões no total. É o partido que mais se beneficiou do fundo partidário: levou 10,74% do total.
...na Câmara dos Deputados, na semana de feriadaço, somente vai estar em alta a produtividade do dolce far niente.
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