12 de Julho de 2017
O Planalto trabalha com a esperança de que o Supremo Tribunal Federal anulará o acordo de delação de Joesley & cia, da J&F/JBS, acusando-os de esconder, entre seus crimes, a cobrança de ágio de R$0,50 por ação na compra da Swift Foods & Co, financiada pelo BNDES. Os R$ 70 milhões auferidos nessa jogada coincidem com o valor da “conta Lula-Dilma”, aberta por Joesley. O Tribunal de Contas da União descobriu que foram adquiridas 139,4 milhões de ações.
Como omitiu a cobrança de ágio na negociata com o BNDES para ganhar a Swift, Joesley & cia estariam sujeitos a perder os privilégios.
O TCU agora condenou a turma da J&F/JBS a devolver R$125 milhões para ressarcir o BNDES do desfalque decorrente da compra da Swift.
Na próxima quarta (19) vence o prazo fixado pelo TCU, em decisão unânime, para que Joesley devolva todo esse dinheiro corrigido.
O TCU condenou o ex-ministro Guido Mantega e Luciano Coutinho, ex-BNDES, a arcar com parte da devolução dos R$125 milhões.
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Se nada tivesse feito, só a aprovação da reforma trabalhista justificou a presidência de Michel Temer. É um avanço fundamental para o País, porque abre portas ao crescimento, anima investidores a oferecerem mais postos de trabalho. O primeiro impacto é a inserção de 14 milhões de pessoas na economia formal. É mais importante para o “Brasil real”, que gera empregos e paga impostos, do que a reforma da previdência.
A reforma prevê: o que for acordado entre sindicatos e empresas terá força de lei como jornada, participação nos lucros e banco de horas.
A modernização da legislação vai agilizar a criação de novos empregos sem mexer em direitos como salário mínimo, FGTS, férias e o 13º.
Cairá o número de ações na Justiça do Trabalho, mais de 3 milhões em 2016. O Brasil é a casa de 98% de todas ações trabalhistas do mundo.
Para obter 342 votos necessários à autorização da análise, pelo STF, da denúncia contra Michel Temer, a oposição precisará de mais apoio que Rodrigo Maia (DEM-RJ) teve na reeleição a presidente da Câmara. Maia teve 293 votos, incluindo todos do PT, entre os 504 presentes.
O placar de 50x26 votos que aprovou a reforma trabalhista mostrou que o governo Temer perdeu menos apoio no Senado do que se estimava. Dilma foi destituída com 55 votos, em agosto de 2016.
Os deputados Jandira Feghali (PCdoB), Chico Alencar, Luiza Erundina e Ivan Valente, do PSOL, e Marco Maia (PT) se juntaram às senadoras do PT e invadiram o plenário do Senado para tentar impedir a reforma trabalhista. Não deu: a nova lei trabalhista foi aprovada por 50 a 26.
Não se faz militância comunista como antigamente: A Central dos Trabalhadores do Brasil, ligada ao PC do B, juntou só 13 pessoas na manhã desta terça para gritar "Fora Temer" do lado de fora do Senado.
A “invasão” do plenário por senadoras de oposição, além ser vexame para o Congresso, pode levar à cassação de Vanessa Grazziotin, Gleisi Hoffmann, Regina Sousa e Fátima Bezerra por quebra de decoro.
Deputados “rodriguistas” adoram a piada de que o presidente Michel Temer anda tão fraco, mas tão fraco, que não conseguiria mobilizar a classe média nem para sair na rua em manifestação contra ele mesmo.
José Medeiros (PSD-MT) criticou e chamou de “circo” a atitude da oposição de ocupar a Mesa Diretora para impedir a votação da reforma trabalhista. “Como viram que iam perder, estão fazendo isso”, acusou.
Coordenador da força-tarefa da Lava Jato desde seu início, em 2013, o procurador Deltan Dallagnol aparece em segundo lugar na disputa por uma das duas vagas de senador pelo Paraná, nas eleições de 2018, de acordo com levantamento realizado pelo Paraná Pesquisas.
Quando deputados se viram no direito de sentar no lugar do presidente do Senado, ontem, a piada foi: “tem que se eleger senador antes”.
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