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12 de Maio de 2017
A força-tarefa suspeita que José Carlos Bumlai combinou com Lula seu depoimento, na véspera do interrogatório do ex-presidente. Ao depor, Bumblai implicou a falecida Marisa Letícia no caso da compra de terreno para a sede do Instituto Lula, afirmando que foi ela, e não Lula, quem lhe pediu “ajuda” para concretizar a negociata. Interrogado sobre o caso do tríplex-propina do Guarujá, Lula também culpou Marisa.
Bumlai teria servido à estratégia canalha de implicar a falecida para Lula tentar se livrar da acusação sobre o tríplex-propina da OAS.
A Sérgio Moro, Bumlai disse que Marisa lhe pediu “ajuda” para fechar o negócio do terreno, como se fosse ela a gestora do Instituto Lula.
Confirmada a armação de Lula, a força-tarefa deve pedir a suspensão da prisão domiciliar de Bumlai, ordenada pela Segunda Turma do STF.
Lula é acusado de comprar o tríplex e o sítio com recursos da “conta propina”, criada pela Odebrecht para mantê-lo, após seu governo.
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Há sempre a impressão de que falta mais um, na Lava Jato. Franklin Martins, ex-ministro de Lula, é um desses personagens nos quais a força-tarefa ainda não pôs as mãos. Agora se sabe que Mônica Moura, mulher de João Santana, marqueteiro do PT, contou que dividiu com a mulher de Martins US$ 11 milhões (R$ 34,7 milhões), em dinheiro vivo, do caixa 2 da campanha de reeleição de Hugo Chávez, na Venezuela.
Mônica contou que acertou pagamentos em reunião com Franklin Martins e o embaixador da Venezuela em Brasília, Maximilian Arveláez.
Em outro ponto da delação, Mônica afirmou que Lula tentou incluir Franklin em campanha presidencial de Angola, mas Santana vetou.
O valor do contrato para a campanha de Hugo Chávez na Venezuela, em 2012, foi de US$ 35 milhões (R$ 111 milhões), via caixa 2.
Mônica Moura disse em depoimento que tomou um calote de US$ 15 milhões (R$ 47,3 milhões) de Nicolás Maduro, encarregado de pagar os serviços de João Santana na campanha de Hugo Chávez.
Sempre que a Dilma queria conversar reservadamente com Mônica Moura ou João Santana, fazia caminhadas no jardim do Alvorada ou na varanda, escondendo o que a Polícia Federal jamais poderia saber.
Lula já foi comparado por aliados até a Macunaíma, “herói sem nenhum caráter” eternizado na obra de Mário de Andrade. Mas nem Macunaíma jogaria culpa na falecida mulher para tentar se livrar de condenação.
O delegado da PF Antonio Carvalho disse em coletiva que a operação Sucupira, em Alagoas, inspirou-se na reportagem de Davi Soares, do site Diário do Poder, sobre esquema de propina para admitir e aprovar assessores do governador Renan Filho em curso de mestrado da Ufal.
Ao ser questionado por Sérgio Moro por que não pediu que o PT investigasse denúncias envolvendo políticos do partido na Lava Jato, Lula, de cara limpa, respondeu não ter “nenhuma influência no PT”.
Segundo levantamento do jornal inglês Financial Times, o Brasil é o país que mais gasta com a previdência de servidores públicos. Aqui são 4% do PIB; na Grécia, quebrada, 3,7%. Suíça e Turquia, 0,2%.
Não parece, mas já faz um ano que o Senado aprovou o afastamento da ex-presidente Dilma, no dia 12 de maio de 2016, e colocou o então vice, Michel Temer, no comando do Palácio do Planalto.
A presença de adoradores de Lula em Curitiba, embora modesta, foi interpretada por magistrados de uma forma geral, da primeira instância aos tribunais superiores, como tentativa inaceitável de intimidação.
... dizer que a mulher não gostava de praia, mesmo sendo mentira, explica por que Lula também arrumou um sítio para chamar de seu.
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