10 de Janeiro de 2017
Renan Calheiros não quer nem ouvir falar em distância do poder a partir do dia 1º, quando será substituído na presidência do Senado. Sem o cargo e a prerrogativa de usar aviões da FAB, Renan não quer encarar cidadãos indignados em voos de carreira. Senadores do PMDB não o querem líder da bancada, e ele pressiona Michel Temer a nomeá-lo ministro, com direito a usar jatinhos oficiais para se deslocar.
Além de exigir ministério, Renan fez chegar a Michel Temer que só aceitaria “de primeira linha”. Nada de “segunda classe”.
De olho no desgaste do atual titular Alexandre de Moraes, Renan sinalizou ao Planalto que adoraria voltar a ser ministro da Justiça.
Caso consiga o cargo de ministro da Justiça, Renan será superior hierárquico da Polícia Federal, que o investiga em 12 inquéritos.
Se nomear Renan, Michel Temer enfrentará a reação no Congresso. Alagoas já ocupa dois importantes ministérios: Turismo e Transportes.
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A força-tarefa responsável pela Lava Jato trabalha com o encerramento da operação que investiga a roubalheira na Petrobras entre julho e agosto de 2018, véspera da eleição para presidente da República. Pelo cronograma em discussão no Ministério Público, a homologação da delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht acontecerá em abril. Os procuradores preveem mais seis meses para analisar os documentos e, em seguida, denunciar políticos.
Em abril, o Ministério Público acredita que haverá munição suficiente para prender o ex-presidente Lula, a cereja do bolo da investigação.
A força-tarefa da Lava Jato tem tomado cuidado para não dar brechas à defesa de Lula, que alega perseguição ao ex-presidente.
O encerramento da Lava Jato na véspera das eleições preocupa os políticos. Muitos ficarão inelegível por causa de decisões judiciais.
Três meses depois de assinado, o arrendamento da usina de açúcar Guaxuma ainda não se concretizou, deixando de gerar empregos, renda e impostos. Tudo por conta da inércia da Justiça alagoana, que não o homologa. É o maior arrendamento da história do agronegócio.
O Planalto acredita que concluirá este ano o projeto legalizando os jogos, que deve garantir receita de mais de R$20 bilhões anuais ao governo. O Brasil é o único país não-muçulmano a proibir cassinos.
O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) discorda que a candidatura à reeleição de Rodrigo Maia seja uma pedala na Constituição. “Ele não foi eleito para mandato de dois anos. Então, zero de pedalada”, diz.
Criticaram Michel Temer por “demorar a falar” sobre a crise nos presídios de Manaus e Boa Vista. Quatro dias. Como se presidente da República tivesse de falar até sobre rebelião em cadeias estaduais.
Aliados do Planalto criticam o apoio do PT aos candidatos governistas para presidentes da Câmara e do Senado. “Todos sabem da relação entre PT e PMDB”, condena o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE).
Duas turistas russas em Cascais pediram a um senhor para fotografá-las, e ele o fez com simpatia. Com a pequena multidão que se formava em torno deles, perguntaram quem era ele, afinal. “Vocês não acreditariam”, respondeu em russo. Elas insistiram. Era Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal e rei da simpatia.
Candidato à presidência da Câmara, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) tem muitas horas de voo. Pediu o reembolso de R$76,4 mil por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap).
A Secretaria de Saúde de Pernambuco informa que o repasse referente à produtividade de dezembro dos funcionários dos hospitais do Estado, que estava atrasado, já foi realizado.
Se Renan Calheiros não conseguir cargo que lhe garanta avião da FAB, ele vai se inscrever no programa “Meu jatinho, minha vida”?
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