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09 de Dezembro de 2017
Podem ser apenas “troco” os R$51 milhões apreendidos pela Polícia Federal em apartamento de Salvador usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Brasília. Investigadores ligados ao caso suspeitam que as malas continham “o que sobrou” de um volume ainda maior de dinheiro: há evidências de que o dinheiro vinha sendo usado para bancar sete empreendimentos imobiliários dos quais Geddel é sócio.
A PF já identificou ao menos R$5,2 milhões pagos em espécie pela família Vieira Lima à Cosbat Construção e Engenharia.
Somados os R$51 milhões encontrados no apartamento ao que foi pago à construtora, já são R$56,2 milhões de dinheiro vivo identificado.
O assessor de confiança era autorizado a pagar despesas das obras com dinheiro vivo, por isso suas digitais encontradas nas cédulas.
Na Cosbat, a família Vieira Lima investiu em sete edifícios, inclusive o “La Vue”, de Geddel, pivô da ruidosa demissão do ex-ministro da Cultura.
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A Pampa Energia, que comprou ativos da Petrobras Argentina em maio de 2016, já passou para frente, deixando evidência de haver atuado como intermediária. O comprador final é a holandesa Trafigura, enrolada na Lava Jato. Na véspera da saída de Dilma, a Pampa pagou pela subsidiária da Petrobras R$897 milhões, o que foi considerado uma ninharia, e a revendeu por um terço do valor: R$295,2 milhões.
O principal executivo da Trafigura no Brasil é Mariano Ferraz, preso pela Polícia Federal, que pagou R$3 milhões de fiança para ser solto.
A Trafigura pagou US$90 milhões em uma refinaria, 250 postos, uma planta de lubrificantes e outra de armazenamento.
Esta coluna revelou em fevereiro que o comprador final dos ativos da Petrobras era a Trafigura, enroladíssima na Lava Jato.
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) é dos favoritos para assumir a Secretaria de Governo, deixada pelo tucano Antonio Imbassahy na sexta. Mas ainda não é certo. A decisão só sai na próxima semana.
Foram audíveis os suspiros de alívio, no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete do presidente, logo após a confirmação da saída do ministro Antônio Imbassahy da Secretaria de Governo.
A maior dificuldade para confirmação de Carlos Marun na Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, ontem, era o fato de ele ficar no cargo somente até o início de abril, prazo de desincompatibilização.
O Planalto coleciona histórias de governadores que divulgam como suas obras do governo federal. Em Belém, é o contrário: um comercial de TV e rádio diz que é federal a complexa obra da Av. João Paulo II, em fase de conclusão, na qual o Planalto bancou só 25% do custo.
O teto de gastos públicos começou a funcionar, e bem: a Câmara barrou ontem a criação de 670 cargos ao custo de R$ 93,8 milhões por ano, pretendidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, passou a viagem entre São Paulo e Brasília, ontem, fazendo palavras cruzadas, numa atitude bem distante do que o espera na Convenção deste sábado.
A Corte de Justiça da Espanha negou por unanimidade a extradição do doleiro cearense Alexander Ferreira Gomes, acusado de “lavar” R$ 1 bilhão no Brasil. Ficou por lá. (Publicada em dezembro de 2007).
O Brasil foi parar no Washington Post e outros jornais americanos após a visita do diretor da Associated Press à Amazônia. Maravilhado, Peter Prengaman relata sua experiência com as belezas da floresta.
A convenção nacional do PSDB deste sábado será realizada em cima do muro?
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