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08 de Janeiro de 2017
Apesar da crise econômica e de mais de 12 milhões de trabalhadores desempregados, o governo federal distribuiu mais de R$ 747 milhões em diárias a servidores, autoridades e “colaboradores eventuais” em 2016. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lidera a lista com os dez maiores “diaristas” do ano passado. Cada um recebeu, em média, R$ 145,4 mil, além dos salários e de outros benefícios.
Os cerca de R$60 milhões pagos por mês em diárias seriam suficientes para contratar 64.171 desempregados pagando um salário mínimo.
Jangley Bahia Costa, da Anvisa, foi o grande campeão no quesito com R$ 177.286,90 recebidos no ano, ou R$ 14.773,90 por mês em diárias.
No primeiro governo Dilma (2011-2014) foram mais de R$ 3,5 bilhões distribuídos a “cumpanhêros”. Em 2015, foram outros R$ 700 milhões.
Em 2010, último do ex-presidente réu Lula, o governo federal pagou R$1,08 bilhão em diárias. Recorde absoluto que já completa seis anos.
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Tão logo começou a discussão sobre a criação de um limite de gastos públicos, a Câmara se antecipou e torrou R$ 7,49 milhões na aquisição de “computadores desktops” por meio de licitação antes da aprovação da PEC dos Gastos. A prática de acelerar gastos no fim de ano é praxe no Congresso, justamente para não devolver recursos à União ou ter o orçamento reduzido no ano seguinte. Cada máquina sairá por R$4.390.
A Câmara comprou 1.708 computadores no pregão eletrônico número 72.381.189/0006-25, de fazer inveja a cientistas do Vale do Silício.
As unidades adquiridas para servir suas excelências e servidores são da Dell Computadores do Brasil, empresa vencedora do certame.
A compra foi realizada já durante a administração no atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Favorito na disputa para presidente do Senado, em fevereiro, Eunício Oliveira (PMDB-CE) conseguiu apaziguar os ânimos no PMDB. “Tudo pacificado”, disse. Renan Calheiros tentava melar sua candidatura.
O deputado André Figueiredo (PDT-CE), aquele que virou ministro de Dilma depois de fingir ida para oposição, considera que a candidatura à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é “um atropelamento da Constituição”. Figueiredo também é candidato.
Candidato à presidência da Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO) encontrou motivo de sobra para divulgar a atividade parlamentar. Gastou R$ 47 mil no ano passado, R$ 30 mil em um único mês.
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, não repassou verba do pagamento, em dezembro, do adicional de produtividade a servidores do Hospital da Restauração, na região metropolitana do Recife.
O dinheiro é repassado mensalmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O Estado não deveria embolsá-lo ou usá-lo para outro fim. “É o que salva a pátria”, diz uma servidora que ficou sem receber.
As receitas do governo federal totalizaram R$ 2,8 trilhões em 2016. O valor foi R$ 152 bilhões menor que o previsto e, coincidência ou não, é próximo ao déficit de R$ 170 bilhões nas contas públicas escondido durante o governo Dilma e revelado após a posse de Michel Temer.
O PT tenta responsabilizar o presidente Michel Temer pela barbárie em presídios em Manaus e Boa Vista. No entanto, o partido, em 13 anos, pouco fez para evitar os 60 mil assassinatos por ano.
Há exatos 50 anos, em 08 de janeiro de 1967, jornalistas e artistas se uniram e foram ao Teatro Paramount, em São Paulo, para denunciar os planos de censura da Lei de Imprensa criada pela ditadura militar.
... há algo errado num país onde faltam investimentos em hospitais e basta uma rebelião para aparecer dinheiro para construir presídios.
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