07 de Janeiro de 2017
A Câmara torrou R$ 24,4 milhões com a “emissão de bilhetes aéreos” apenas no segundo semestre de 2016, já com Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Casa. O valor é 10% menor que os R$ 27,1 milhões distribuídos às empresas aéreas no mesmo período de 2015, enquanto o ex-deputado cassado e preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ) estava no comando dos trabalhos. Tudo foi reembolsado pela cota parlamentar.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiu mandato tampão em julho, após Eduardo Cunha ser enxotado do cargo direto para a prisão.
A redução não significa preocupação de Rodrigo Maia com dinheiro público. Está atrelada a uma série de eventos alheios à Câmara.
No ano passado, houve eleição municipal e as Olimpíadas do Rio, que reduziram o número de sessões e viagens dos deputados federais.
Além dos reembolsos de passagens aéreas, os deputados receberam, em cada período de 6 meses, mais de R$ 121 milhões em salários.
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Os gastos com os cartões corporativos do governo federal superaram os R$ 52 milhões no ano passado, segundo o Portal da Transparência, que ainda não contabiliza a fatura de dezembro a ser paga este mês. Seja pela crise nas contas públicas ou pela redução do uso, o valor é o menor desde 2006 quando ainda no governo Lula foram gastos pouco mais de R$ 33,3 milhões ao bel-prazer do portador, sem licitação.
Presidência (R$ 13,7 milhões) e Ministério da Justiça (R$ 12,8 milhões) rivalizam na liderança. Planejamento é o terceiro com R$ 6,3 milhões.
Ministério dos Esportes usou míseros R$ 584,05. Orlando Silva, então ministro, ficou famoso em 2008 ao pagar tapioca de R$ 8,30 no cartão.
Dos R$ 26,5 milhões gastos pela Presidência e pela Justiça, R$ 25,9 milhões são sigilosos e quem paga a conta, você, não pode saber.
O deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pretende apresentar proposta proibindo que outro texto seja anexado a um projeto de iniciativa popular. Segundo ele, proposta da população não deve ser alterada.
O Ministério Público acredita em alto potencial da Operação Zelotes, que investiga compras de sentenças do Carf. No entanto, ela recebe menos atenção por causa do número de políticos envolvidos.
Favorito na disputa para presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) considera maior o número de processos contra o boquirroto e ex-ministro Ciro Gomes. “Mais de 200 processos”, garante.
Um coronel do Exército foi condenado pela Justiça Militar a 5 anos de reclusão por peculato. O ex-comandante do 3º Batalhão de Engenharia de Construção faturou R$ 119 mil ao usar suas equipes para perfurar 38 poços artesianos em áreas particulares no Piauí e em Pernambuco.
Servidores federais ativos e inativos receberam os vencimentos de dezembro com cortes que chegaram a dois terços do total, a pretexto de suprimir “penduricalhos”. Acabaram cortando o que não deviam.
O governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), enfrenta dificuldades para fechar a reforma administrativa da segunda metade do mandato por efeito cascata da perda de poder do pai, senador Renan Calheiros.
Na composição do novo secretariado, o governador de Alagoas, Renan Filho, ouviu não do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). Agora, luta para convencer o senador Fernando Collor a manter apoio ao governo.
Os contribuintes que frequentam unidades do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) reclamam que faltam até panfletos explicativos sobre direitos e deveres dos segurados nos 1500 postos do órgão pelo Brasil.
Quantos santos o governador do Amazonas, José Melo, acredita que a Polícia Federal já prendeu com a operação Lava Jato?
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