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05 de Janeiro de 2017
A Câmara dos Deputados parece alheia à crise financeira no País, que já deixou mais de 12 milhões de desempregados: entre 2007 e 2016 foram gastos R$ 278,73 milhões com a “divulgação (publicidade) da atividade parlamentar”. Tudo ressarcido por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, o “cotão”, uma espécie de saco sem fundo que custeia todo tipo de gasto: de panfletos a consultorias.
Os valores gastos para fazer propaganda não contemplam o salário mensal de R$ 33,7 mil dos deputados. Esse gasto é outro.
Na atual legislatura, Tia Eron (PRB-BA), que foi voto decisivo no Conselho de Ética para cassar Eduardo Cunha, gastou R$ 552 mil.
O segundo maior gastão é o deputado Cleber Verde (PRB-MA), com R$ 530 mil. Alberto Fraga (DEM-DF) é o terceiro, com R$ 513 mil.
Cada deputado federal (no total, são 513) pode receber até R$ 45 mil por mês para gastos com a verba indenizatória.
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O Tribunal de Contas do Estado do Ceará tem sido excessivamente paciente com o secretário de Saúde do Estado, Ciro Gomes, segundo reclamam setores da oposição. No âmbito do tribunal, nada prospera contra ele, afirmam seus adversários. Já na Justiça, ele não tem a mesma sorte: coleciona mais de uma centena de processos de todos os tipos, de crimes contra a honra a questões ligadas à gestão pública.
Somente o senador Eunício Oliveira, líder do PMDB e virtual presidente do Senado, move 24 processos contra Ciro Gomes.
Sua ex-Patrícia e ex-senadora Patrícia Lúcia Saboya é conselheira do Tribunal de Contas do Ceará.
Contando com um tribunal cordial, Ciro Gomes vai escapando de punições que podeam torná-lo inelegível, em 2018.
Experiente policial civil de Brasília, Miguel Lucena lembrou que o Brasil já não prende autores de crimes de baixo teor ofensivo. Em artigo no site Diário do Poder, ele lembra que estão nos presídios os assassinos, os latrocidas, assaltantes à mão armada, estupradores e traficantes.
O governador do Amazonas, José Melo, homem simples e cordial, não aguentou o chororô diante da morte de bandidos de alta periculosidade em Manaus: “Ali não havia inocentes”. Difícil discordar do governador.
O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) acredita que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, “amarrou muito bem o bastidor” da candidatura à reeleição. Segundo ele, as outras candidaturas não são fortes.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o brasileiro teve a maior perda salarial em termos reais entre os países das Américas em 2015, quando Dilma Rousseff era presidente.
Em meio à crise econômica, a Câmara aumentou em mais de 30% os gastos sem licitação no ano passado. Foram R$ 23,6 milhões torrados até novembro de 2016 contra R$ 18,1 milhões em todo o ano de 2015.
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) relatou que Eduardo Cunha se emocionou durante visita do fiel escudeiro ao Complexo Médico Penal de Pinhais, onde Cunha está preso. “Ele se emocionou quando eu transmiti os votos de feliz 2017 dos funcionários da Câmara”, disse.
Mais um escorpião amarelo foi encontrado na Câmara dos Deputados esta semana. Funcionários, de serviço durante o recesso parlamentar, dizem já estar acostumados. “Sai uma praga, aparece outra”, brincam.
Na Funasa, um beócio com caneta na mão cortou até isenção de imposto de renda para servidor com câncer, como prevê a lei. No RH da Funasa, chamam a isso de “penduricalho”. Beócio é pouco.
... os ex-presidentes Lula e Dilma se preocuparam com o trabalhador só na teoria. Na prática, deixaram 12 milhões sem trabalhar.
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