03 de Janeiro de 2017
A Petrobras vendeu o Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco, à mexicana Alpexo por apenas US$385 milhões (R$1,3 bilhão), depois de torrar R$11,5 bilhões tentando viabilizá-lo. Muito criticado pelos técnicos da área de petroquímica, o projeto foi imposto em 2006 à estatal pelo seu conselho de administração, cuja presidente era Dilma Rousseff, por ordem de Lula. O Complexo foi Inventado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e construído, claro, pela Odebrecht.
Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal não indicam se agirão para Lula et caterva pagarem pelos prejuízos à Petrobras.
Paulo Roberto não tinha poder para gerar tanto prejuízo. Seria estranho se Dilma, Lula e conselheiros da estatal não fossem responsabilizados.
Como a implantação, a venda do Complexo – em processo pouco transparente – também representa enorme prejuízo para a Petrobras.
A pergunta do repórter da TV Al Jazeera a Dilma são aplicáveis ao caso: os conselhos da estatal foram corruptos ou incompetentes?
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Fim de gestão dá ao político a sensação do poder escapando-lhe por entre os dedos, do tradicional cafezinho servido frio aos telefonemas não atendidos e pedidos ignorados. É o caso de Renan Calheiros, cujo mandato na presidência do Senado se encerra em 1º de fevereiro, mas já acabou na prática, com a Casa de recesso. Ele tem passado por tudo isso. E nem conseguiu promover um diplomata que o assessora.
Presidente do Senado nem precisa pedir: o diplomata que o assessora é sempre promovido na carreira. Renan pediu, mas não foi atendido.
O chanceler José Serra alegou “outros compromissos” e ignorou Renan, mas atendeu pedidos de Rodrigo Maia, presidente da Câmara.
Das cinco vagas para embaixador, duas atenderam perseguidos na era PT, uma para o porta-voz de Temer, outra para um protegido de Maia.
O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirma que os tucanos têm obrigação de apoiar o governo. “Derrubamos a Dilma e temos a obrigação de alicerçar e lastrear o presidente Michel Temer”, disse.
Após Eduardo Cunha reclamar da desunião do centrão, o grupo pretende unir forças em torno da candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF). Ideia é desidratar o candidato à reeleição, Rodrigo Maia (DEM).
O PT ainda tenta esconder os malfeitos. O deputado Décio Lima (PT-SC) apresentou projeto proibindo que funcionários do Ministério Público e juízes publiquem coisas na internet. É Lei da Mordaça Virtual.
O Departamento de Justiça (EUA) acusa a Odebrecht de pagar propina com dinheiro oriundo de contas bancárias sediadas no país. Lá é crime grave e pode rende até cinco anos de cadeia por cada pagamento.
Deputados federais gastaram R$16,8 milhões em combustíveis, no ano passado. Tudo foi ressarcido pela Cota de Atividade Parlamentar, o “cotão”. O maior reembolso foi para Lázaro Botelho (PP-TO): R$ 66 mil.
Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede), Telmário Mota (PDT), Paulo Paim (PT), Aécio Neves (PSDB), Raimundo Lira (PMDB), Rose de Freitas (PMDB), Hélio José (PMDB) e Romário (PSB) apresentaram juntos 159 projetos de Lei ano passado. O Senado somado teve 458.
Os gastos com a “divulgação da atividade parlamentar” virou moda no meio político. Entre 2015 e 2016, a Assembleia Legislativa de Minas gastou R$ 8,37 milhões com propaganda dos deputados.
A Câmara Municipal de São Paulo gastou, entre 2013 e 2016, R$ 4,57 milhões com serviços de “correios”. Em compensação, os paulistanos sofrem com precários serviços de saúde, educação e segurança.
Por onde anda o posudo ex-ministro todo-poderoso dos governos do PT Aloizio Mercadante?
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