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21 de Fevereiro de 2018
Os embaixadores do Brasil em Roma, Paris e Lisboa podem começar a arrumar as malas. Esses postos estão reservados a figuras do governo, a serem indicados nos próximos meses. O ministro Moreira Franco, por exemplo, pode assumir a embaixada em Lisboa, mas é muito provável que o presidente Michel Temer siga o caminho de Itamar Franco, após deixar o cargo. Mas terá de torcer pela vitória de um aliado em outubro.
Temer gosta de Lisboa e como embaixador ficaria mais próximo de um amigo que admira, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa.
Se Temer quiser ir para Lisboa a partir de janeiro, Moreira passaria a chefiar a estonteante sede da embaixada do Brasil em Roma.
O chanceler Aloysio Nunes articula o apoio de Temer a Geraldo Alckmin e deseja continuar no cargo. Para ele, Paris é Plano B.
A dança de cadeiras nas embaixadas deve ser deflagrada ainda este ano. Mas ficará pendente da decisão do presidente Michel Temer.
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O PT tem tudo para seguir os passos do PFL (atual DEM). Após registrar o recorde de deputados federais eleitos (105 em 1998), o antigo pefelê elegeu 21 deputados em 2014, ou seja, encolheu 80% desde os tempos de poder. Há dois anos fora do governo, o PT segue a mesma trilha: dos 91 deputados em 2002, na eleição de Lula, caiu para 68 na reeleição de Dilma, e com Lula fora da disputa e talvez preso por corrupção, as perspectivas para 2018 são desanimadoras.
A perspectiva do PT é sair da eleição de 2018 com no máximo 30 deputados, ficando do tamanho do PTB, com os atuais 25, e PDT, 20.
O PT perdeu 60% das 630 prefeituras obtidas em 2012, despencando para as atuais 256 desde 2016, menos que as 265 prefeituras do DEM.
Antes de Michel Temer escolher Rodrigo Maia candidato oficial a presidente da Câmara, o DEM era considerado “em vias de extinção”.
José Mariano Beltrame é o mais citado para o Ministério de Segurança Pública, mas aliados têm lembrado a Michel Temer que, após um início promissor, seu final como secretário de Segurança do Rio foi trágico.
Projeto de 2017 do senador José Medeiros (Pode-MT) considera inimigo da sociedade passível de ser alvejado quem exibir armas na rua. É o que defende o general Augusto Heleno no Rio de Janeiro.
Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB) prometeu ao presidente do Sebrae, Afif Domingos, e a lideranças empresariais votar no dia 6 a derrubada do veto de Temer ao Refis para pequenas e microempresas.
Amigos de Paulo Maluf contam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deixou o conterrâneo presidiário Celso Jacob (PMDB-RJ) exercer mandato por 7 meses, e foi rápido contra o deputado paulista porque se detestam. Teria se ofendido com uma malcriação do velho Maluf.
A Caixa bateu o martelo e definiu as “novas” agências de publicidade para o banco público gastar R$450 milhões em propaganda: Nova s/b (contratada desde 2011), Artplan (2013) e Propeg (2016).
O acidente da Expresso Guanabara perto de Brasília, com 9 mortes, foi fatalidade. Até rivais a consideram exemplar. Seus ônibus rodam 8 milhões de km/mês, mas só houve 6 acidentes sérios em 25 anos. Não atrasa impostos, não tem Refis e mantém 2.400 funcionários.
Para o jurista Ibaneis Rocha, é inconstitucional qualquer coisa que implique em eleição ou municipalização no DF, como o governador Rodrigo Rollemberg propõe na sua “eleição direta” para administrador regional, um “prefeito” sem orçamento. A Lei Orgânica nem prevê.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) teve um surto de amnésia ao discursar na votação da intervenção na Câmara, acusando o governo Temer de tirar emprego de 14 milhões de pessoas. Foi Dilma, Jandira.
...agora é oficial: a Previdência virou uma bomba-relógio marcada para explodir no colo dos políticos que ajudaram a inviabilizar a reforma.
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