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28 de Junho de 2017
Animou aliados a reação do presidente Michel Temer comparando sua relação com o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures à de Marcelo Miller com o ex-chefe Rodrigo Janot, de quem era braço direito na Procuradoria Geral da República quando se demitiu para “receber milhões” e atuar na defesa da J&F/JBS de Joesley Batista. Para o requisitado cientista político Paulo Kramer, “Janot está conseguindo o aparente milagre de unir, contra si, o conjunto da classe política”.
Temer diz que a acusação o ofende tanto quanto seria leviano supor que “os milhões” pagos pela JBS não seriam apenas do ex-procurador.
Para Paulo Kramer, “o estranhíssimo acordo com a gangue do Friboi plantou uma semente de dúvida sobre acordos de delação premiada”.
O acordo tão favorável a Joesley & cia “também trincou o que até pouco tempo atrás era um sólido consenso pró-Lava Jato”, diz Kramer.
Em sua fala, o presidente quis mostrar segurança sob aspecto jurídico, e dar discurso para que os aliados o defendam. Pode ter conseguido.
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O presidente Michel Temer não teve altivez para dizer à primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, que o Brasil recusaria recursos para nos auxiliar a não desmatar a Amazônia, na opinião do general Augusto Heleno, um dos líderes mais respeitados das Forças Armadas. Afinal, segundo ele lembrou nas redes sociais, a Amazônia brasileira não é “patrimônio da humanidade” e sim um patrimônio do Brasil.
O general afirma que ainda está em tempo de Temer “dizer ao mundo” o que não declarou ante a atitude mal educada dos anfitriões, em Oslo.
Ex-comandante militar da Amazônia, Augusto Heleno diz que cabe apenas ao Brasil preservar e explorar a floresta com sustentabilidade.
Augusto Heleno diz ainda que os europeus não podem dar lições de preservação: destruíram “a maior parte de suas reservas florestais”.
Para Arthur Lira, que lidera 47 deputados do PP, não basta basear a denúncia contra Temer apenas na delação de Joesley. Ex-presidente da CCJ, ele prevê, em princípio, “maioria tranquila para o presidente.” A briga na Câmara será mais política que jurídica, diz o parlamentar
Temer está convencido de que Joesley armou toda a delação com o único objetivo de se livrar, de uma só tacada, das cinco investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal contra ele.
Michel Temer discursou no Planalto, encarando Rodrigo Janot, cercado de uma centena de parlamentares e auxiliares de primeiro e segundo escalões. Ao final foi aplaudido e ainda ouviu gritos de “bravo!”.
O procurador de carreira Michel Temer não ficará constrangido de não nomear Nicolao Dino, candidato de Rodrigo Janot à própria sucessão. É que deu empate técnico: Dino teve 621 votos (18,6%) contra 587 (ou 17,6%) de Raquel Dodge, a favorita. Mario Bonsaglia, 564 (16,97%).
Na votação para a Procuradoria Geral da República, cada um dos 1.302 procuradores faz sua própria lista tríplice. A apuração indica os três nomes que mais são citados.
Enquanto discutia o plano de trabalho no plenário 11 da Câmara, a comissão especial que analisa a PEC da reforma política, que acaba com coligações partidárias, sofreu com um apagão e ficou às escuras.
Precisando de votos para escapar da denúncia de corrupção, Michel Temer receberá deputados do Nordeste revoltados com a importação de álcool de milho dos Estados Unidos, com alíquota de 0%, que mais do que triplicou este ano, destruindo usinas e empregos, na região.
O Banco do Brasil disponibilizou terminais onde o cliente deposita o dinheiro sem envelope. Após a contagem e verificação das cédulas, o valor cai na conta imediatamente e as notas avariadas são devolvidas.
Como a defesa do ex-diretor da Petrobras Renato Duque explicou a ele a decisão do TRF-4 de aumentar a pena de 20 para 43 anos de prisão?
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