Caixa preta

Redação

Chefe de auditoria mexe em 'vespeiro' e acaba descartado
10/12/2018

Apex afasta auditor apurava contas do marketing da agência

Caixa preta

Apex afasta auditor apurava contas do marketing da agência

Chefe de auditoria mexe em 'vespeiro' e acaba descartado

O chefe de auditoria interna da Apex Brasil foi afastado após dar início a investigação na área de marketing. Fábio Valgas, servidor da Controladoria-Geral da União e ex-chefe das controladorias do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Amazonas, teve de suspender seu trabalho após começar a devassa nas prestações de contas de eventos e contratos de promoção de exportações da Apex, conhecido reduto petista. A agência ignorou os nossos pedidos de esclarecimentos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Servidores denunciam que o auditor Fábio Valgas foi afastado após “mexer nos registros” da gerência de marketing. A gerência de marketing é poderosa, decide tudo sobre patrocínios. A diretoria só é consultada sobre gastos acima de R$5 milhões. Humm… A área de marketing da Apex Brasil, essa caixa preta, tem sido criticada por controvertidos patrocínios ligados a seu ex-presidente Davi Barioni.
09/12/2018

Ricardo Salles é anunciado como ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro

22º nome

Ricardo Salles é anunciado como ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro

Advogado e administrador, Ricardo Salles foi secretário de Geraldo Alckmin

O presidente eleito Jair Bolsonaro definiu neste domingo (9) o último integrante da Esplanada dos Ministérios, que terá 22 pastas. Em comunicado nas suas redes sociais, Bolsonaro informou que o advogado e administrador Ricardo de Aquino Salles será o ministro do Meio Ambiente. “Comunico a indicação do sr. Ricardo de Aquino Salles para estar à frente do futuro Ministério do Meio Ambiente”, escreveu no Twitter. Salles foi apontado como um dos nomes mais fortes para assumir a pasta pela Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O professor da USP contesta os profetas do apocalipse do “aquecimento global”. Salles é vinculado ao ex-governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, derrotado nas eleições presidenciais deste ano. Entre 2013 e 2014, foi secretário particular de Alckmin. De 2016 a 2017, Salles foi secretário de Meio Ambiente de São Paulo. Nas eleições deste ano, Salles concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo partido NOVO, mas não foi eleito. Em 2006 participou da fundação do Movimento Endireita Brasil (MEB), juntamente com quatro amigos. A entidade ficou conhecida por criar o Dia da Liberdade de Impostos em São Paulo, em 2010, evento que ocorre no mês de maio. O futuro ministro  é formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cursou pós-graduação nas universidades de Coimbra e de Lisboa, além de ter especialização em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas. Em 2012, juntamente com o advogado Guilherme Campos Abdalla, pediu o impeachment do ministro Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, por crime de responsabilidade, no julgamento da ação penal do mensalão. Salles é réu por improbidade administrativa em ação movida pelo Ministério Público de São Paulo. O futuro ministro e outras duas pessoas são acusadas de esconder alterações em mapas do zoneamento ambiental do rio Tietê, na Grande São Paulo, em 2016. A ação aguarda uma decisão na 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Saiba quem são os 22 ministros do governo Bolsonaro: – Onyx Lorenzoni (Casa Civil); – Paulo Guedes (Economia); – General Augusto Heleno (Segurança Institucional); – Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia); – Sérgio Moro (Justiça); – Tereza Cristina (Agricultura); – General Fernando Azevedo e Silva (Defesa); – Ernesto Araújo (Relações Exteriores); – Roberto Campos Neto (Banco Central); – Wagner Rosário (Transparência e CGU); – Luiz Henrique Mandetta (Saúde); – André Luiz de Almeida Mendonça (AGU); – Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência); – Ricardo Vélez Rodríguez (Educação); – General Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo); – Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura); – Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional); – Osmar Terra (Ministério da Cidadania); – Marcelo Álvaro Antônio (Turismo); – Bento Costa Lima (Minas e Energia); – Dalmares Alves (Mulheres, Família e Direitos Humanos); – Ricardo de Aquino Salles (Meio Ambiente). (Com informações da Agência Brasil)
09/12/2018

José Mucio Monteiro assume presidência do TCU nesta terça

Nova direção

José Mucio Monteiro assume presidência do TCU nesta terça

A também pernambucana Ana Arraes seria a vice

Violonista, contador de causos e apontado como conciliador, o novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Mucio Monteiro, iniciou sua carreira política na extinta Arena, partido de sustentação do regime militar, mas foi no governo petista que ganhou notoriedade nacional. Além de líder do governo na Câmara, José Mucio foi ministro das Relações Institucionais, no segundo mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o nomeou para o TCU. Após nove anos no TCU, José Mucio assumirá a presidência do tribunal nesta terça-feira (11), com a incumbência de comandar a fiscalização dos gastos do primeiro ano de mandato do presidente eleito Jair Bolsonaro. Terá como vice a ministra Ana Arraes, que acumula a função de corregedora do tribunal. A partir da próxima semana a dupla de pernambucanos vai atuar em parceria, mas nem sempre foi assim. Em 1986 José Mucio, um jovem político, disputou o governo de Pernambuco pela Frente Democrática, com apoio da maioria dos prefeitos do estado e de políticos pernambucanos de expressão, mas foi derrotado por Miguel Arraes, pai da ministra. Quatro anos depois, José Mucio conquistou seu primeiro mandato de deputado federal, pelo PDS, partido que deu origem ao PP. No total, exerceu cinco mandatos de deputado federal, por diferentes partidos. Também foi filiado ao PFL (atual DEM), do qual chegou a ser presidente nacional, ao PSDB e ao PTB. Mas sua trajetória política começa em 1974, em Rio Formoso (PE), quando foi eleito vice-prefeito do município, pela Arena. Congresso Nacional Na Câmara, José Mucio participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do PC Farias, que investigou a ação do tesoureiro da campanha do então candidato à Presidência da República Fernando Collor e resultou no impeachment do então presidente Collor, defendeu a emenda constitucional que instituiu a reeleição no Poder Executivo e as reformas previdenciária e administrativa. No PTB, quando Roberto Jefferson assumiu a presidência do partido, José Mucio foi eleito líder da bancada na Câmara, em 2003. Quando era líder do PTB, estourou o mensalão, escândalo envolvendo o financiamento dos partidos aliados pelo Palácio do Planalto, denunciado por Jefferson. Seu nome foi citado como um dos que teriam participado da negociação entre o PT e o PTB, mas não foi comprovado o seu envolvimento no esquema. José Mucio sempre negou que tenha participado de reuniões com o PT para tratar de financiamento de campanha. De líder do PTB, passou a líder do governo na Câmara, no início do segundo mandato de Lula na Presidência da República. Sob sua liderança, o governo aprovou na Câmara mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a prorrogação da Constituição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) e a regulamentação dos recursos para a saúde pública. Convite Pouco mais de sete meses após assumir a liderança do governo na Câmara, foi convidado pelo então presidente Lula para comandar a articulação política do governo, em substituição a Walfrido dos Mares Guia. Na primeira prova de fogo no cargo, a votação da CPMF no Senado, o governo foi derrotado. Faltaram quatro votos para prorrogar o chamado imposto do cheque até 2011. Mesmo com a derrota, que significou uma queda de R$ 38 bilhões na arrecadação da União, José Mucio continuou no cargo de ministro, com acesso ao gabinete presidencial, e no comando do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Em 2009, foi indicado para o TCU. Apesar de ter participado do governo petista, José Mucio propôs a rejeição das contas do governo Dilma Rousseff de 2015. O parecer do ministro baseou-se na avaliação da área técnica do TCU, que identificou irregularidades nas contas, incluindo as pedaladas fiscais que embasaram o processo de impeachment no Senado. O novo presidente do TCU é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco. Não tinha 24 anos quando assumiu o comando das empresas da família, com a morte do pai José Mucio, em um acidente aéreo. Nos momentos de lazer, o ministro gosta de tocar violão e cantar. Quando jovem, chegou a participar de festivais de música no Recife. (ABr)
09/12/2018

Bolsonaro deve adiar cirurgia para participar do Fórum Econômico Mundial

Em janeiro

Bolsonaro deve adiar cirurgia para participar do Fórum Econômico Mundial

Retirada da bolsa de colostomia será após o retorno da Suíça

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse neste domingo (9) que a cirurgia marcada para o dia 19 de janeiro pode ser remarcada. “Eu vou quinta-feira (13), em São Paulo, e devo remarcar a [cirurgia para retirada da bolsa de colostomia] que seria 19 de janeiro. Tenho Davos [Fórum Econômico Mundial] dia 21 e pretendo ir para lá. Quero estudar com o hospital uma nova data, porque a minha vida é complicada e eles também têm uma agenda lá bastante extensa. Não pode chegar lá e ser atendido só porque sou presidente. Temos que ter um calendário”, disse. Bancada Para o presidente eleito, as divergências na bancada do PSL no Congresso estão restritas a um grupo pequeno. “Três ou quatro deputados que estão se digladiando. O resto, 90% estão sem problema. Até porque, se não me engano, são 48 deputados novos, que não conhecem Brasília. Tem quatro antigos na Câmara”. “Política tem novidades a todo instante, tem que apagar fogo mas está indo bem a transição. São vários grupos temáticos que sabem o que fazer. Cada um está tendo independência para buscar meios para que a gente comece bem o ano”, disse. Transferências Ao comentar as oito transferências de valores feitas entre funcionários lotados ou que trabalharam no gabinete do seu filho, senador eleito Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), identificadas em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexado à Operação Furna da Onça, disse apenas que ainda não conversou com o assessor Fabricio Queiroz. Ao ser questionado se via os repasses com naturalidade, reafirmou que o assessor tem que explicar. “Não vejo. Ele tem que explicar. Pode ser, pode não ser”, disse. (ABr)