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VINTE E CINCO POR CENTO

Concluí meu último artigo dizendo que a prisão do condenado Lula não encerrava a era de corrupção no Brasil e que muito restava fazer, que havia muita gente para prender e que estas são tão ou mais perigosas que o petista desonrado. Na noite do mesmo dia do encarceramento tornou-se, mais uma vez, evidente o que eu havia dito. Pensei: triste vaticínio!

Quem tem um pouco de informação já ouviu falar dos índices publicados pelos execráveis institutos de pesquisa de opinião pública - sempre alardeados a pedido e às custas dos grupos dominantes - que com enorme alarido insistem por um lado em falar dos tais vinte e cinco por cento dos eleitores que apoiam ou incensam a esquerda ladra e incompetente com Lula na cabeça e, por outro, escamoteiam , escondem e dissimulam a realidade acerca dos setenta por cento do povo que rejeita e tem verdadeira ojeriza àquela trupe repulsiva.

É isso que ocorre e percebam a torpeza desta situação. Aqueles que divulgam essa meia verdade e com ela fazem proselitismo pregam o continuísmo, ou seja, a mantença dos políticos que aí estão e que arrastaram o País para o caos moral, econômico e social em que se encontra. Ao fazê-lo, pugnam para falsear a vontade majoritária desta Nação no que tange a sua rejeição à ordem e ao establischement vigente, com intuito de salvarem feudos, privilégios e prerrogativas de tais políticos.

É a classe política atual e também aquela gente, emocionalmente corrompida ou intelectualmente inescrupulosa, que digo que devem ser os alvos a serem atingidos pelos homens de bem deste País. Dentre eles alguns são menos espertos e mais desabridos e por isto identificáveis a olho nu. Neste episódio da prisão do “Ogro”, por exemplo, aturdidos e surpreendidos colocaram a cara de fora. Outros, entretanto, mais ladinos como os irmãos boquirrotos do Ceará; como o sociólogo double face  de São Paulo; como a insossa ecológica do Acre  pregoeira da inércia e da incompetência e outros tantos, os quais juntos mergulharam para que seus nomes não ficassem expostos ao triste show da prisão do dito apenado.

Notem que, dentre os que se exibiram todos, sem exceção, tinham igual propósito: como hienas famintas disputavam a carniça dos restos mortais da esquerda que foi para o brejo com a prisão de seu único ponta de lança. São os casos de alguns parlamentares com destaques para dois senadores alvejados pela Operação Lava Jato que, mais perdidos do que cachorro que caiu de mudança, se deram ao desplante de correr atrás do condenado até Curitiba e o que é mais petulante, ostentando um luxuoso jatinho particular, certamente pago com nosso dinheiro que roubaram. São também os casos dos nove governadores que tentaram, em comitiva, serem fotografados junto ao condenado para exibir as fotos em seus próximos palanques eleitorais, com destaque para um deles que é filho de um senador muitas vezes alvejado pela Lava Jato.

Neste fim de festa petista exsurgem nitidamente as duas partes em que se dividiu nossa sociedade. A menor – uns 20 a 25 por cento dos eleitores, não da população – lá representada pela pobre gente incitada contra a Justiça xingando magistrados e Tribunais; por baderneiros vandalizando prédios públicos e casas de magistrados; por rastaqueras enlouquecidos porque perderam e mais perderão ainda suas boquinhas na máquina pública, dando botinadas em todas as direções, e o que é mais deprimente, tudo exacerbado por um incentivo cruel: uma churrascada de beira de rua promovida pela cúpula petista que, na ocasião, atirou carnes para turba descontrolada, como se ela fosse composta por uma matilha de cães sarnentos que atiçaram contra a Pátria, quando disse não à roubalheira.

Viu-se, também, a maioria – uns 60 a 70 por cento, aqui sim da população – que longe do “bunker lulista” ordeiramente comemoraram, nas ruas e nas casas por todo País, a esperada prisão. É a maioria que honrada fica ao ser representada pelos eminentes Desembargadores que compõem a 8ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região e pelo herói nacional Juiz Sérgio Moro os quais, com precisão cirúrgica e inexcedível competência técnico-jurídica, mostraram ao Brasil e ao Mundo como esta Nação, quando se dispõe, cumpre a lei, defende a ordem e faz Justiça a quem quer que seja.

Curioso. Por que razão aquele pequeno percentual de gente calhorda pensa que pode continuar dominando esta Terra de Santa Cruz? A resposta é simples. A esquerda delinquente, nos últimos trinta anos, tramou, negociou, corrompeu e foi corrompida pelo negocismo explorador (justo o que de pior emporcalha e desvirtua o pensamento liberal), valendo-se de energúmenos como o “Analfa de Garanhuns” para dominar nossa sociedade e efetivamente conseguiu. Daí essa manifesta distorção em que uns poucos bandidos colocaram de joelhos uma Nação inteira. Jamais foi por causa de um ideal ou de motivos patrióticos.

Tenho convicção disto e, por isso, nada me deixa mais indignado do que a tolice propagada pelos “esquerdinhas” de ocasião e seus intelectuais da idiotice, no sentido de que é de se lamentar porque o referido condenado teria sido até aqui um grande líder nacional. Líder de quem   ..., de uma minoria desprezível ou da gente miserável que ele e sua turma mantiveram cativa de suas bolsas esmolas?

Lula não foi líder, foi chefe de quadrilha e desde os tempos em que começou sua carreira de gigolô de porta de fábrica ou de rufião do companheiro de trabalho. Não propôs ou defendeu ideia alguma porque sempre representou um torpe ardil para alcançar o poder. Nunca foi um caminho a ser seguido ou um exemplo a ser imitado, porque sempre viveu no descaminho, no desvio e num atalho para manter subjugados os pequeninos. Nunca esteve com a verdade, pois ficaram notórias suas falsidades e mentiras na medida em que acabou confessando que mentiu, enganou e iludiu quando entendeu necessário, em proveito próprio. O condenado não é nada, não representa coisa alguma e jamais infundiu respeito e admiração, ou melhor, sempre foi uma figura ridicularizada, alvo de chacotas no País e no mundo inteiro e desrespeitado pelos cidadãos de bem, tanto quanto desmereceu ou desrespeitou a esposa humilde que usou até depois de morta e seus pais que traiu trocando o nome que recebeu na pia batismal pela alcunha recebida de comparsas nas portas dos bares e dos botequins da vida

Quando assim argumento alguns simpatizantes respondem que Lula é um orador de massas, que tem um enorme carisma. A vontade é de perguntar o que essa gente diria de Ruy Barbosa, de Getúlio Vargas, de Otávio Mangabeira, de Carlos Lacerda e de tantos outros grandes lideres que o Brasil não esquece. Como os jovens diriam: poupem-me...

O Lula politiqueiro me faz lembrar o que um dia disse o General Figueiredo, último militar Presidente da República, ao respeitável jornalista Alexandre Garcia em uma entrevista quando deixou o Governo. Figueiredo contou que certa vez interpelou um senador da república que, de forma sub-reptícia propunha uma indecorosa providência: “Senador, e o Brasil”? O canalha respondeu; “O Brasil  ...Ora o Brasil, Presidente  ...” (quem se importa)?

Quero combater aquela gente. São esses que agora devem ser destruídos porque não valem coisa alguma. Os que da quadrilha de Lula e Dilma restaram não podem ter trégua. Todos quantos se envolveram ou participaram, direta ou indiretamente, da era petista são os alvos e nesta fase vão se revelar por inteiro. Fica mais fácil mandá-los para o esgoto da história.

Jose Mauricio de Barcellos, ex-consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. Email: bppconsultores@uol.com.br.

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