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JOÃO AMOÊDO, PRÉ-CANDIDATO

Dando continuidade à apresentação dos perfis de quem já lançou suas pré-candidaturas à Presidência da República nas eleições de outubro, tratamos aqui de João Amoêdo, que disputará sob a bandeira do Partido Novo, agremiação fundada em 2011 por pessoas de fora da carreira política. O registro do partido data de setembro de 2015.A proposta, nesta série, é a de coletar dados (currículo, manifestações, iniciativas, propostas e projetos) sobre cada pré-candidato(a) nas esferas profissional e política, buscando identificar suas prioridades e seus valores.

Fizemos o possível para eliminar a subjetividade dessas “fichas técnicas”, de modo a que sirvam ao eleitor ou eleitora na formação de sua opinião sobre o nome apresentado.

Para dar um pouco de “vida” à apresentação, foram selecionadas manifestações recentes, favoráveis ou contrárias, que sobre cada candidato ou candidata tenham sido publicadas na imprensa, sendo fornecida a indicação da fonte.

Terei o prazer de publicar eventuais esclarecimentos que queiram fornecer os pré-candidatos e pré-candidatas sobre temas pertinentes de suas respectivas pré-candidaturas.

Para acessar os  artigos já publicados desta série sobre os pré-candidatos Álvaro Dias, Bolsonaro,  Ciro Gomes, Collor de Mello, Cristovam Buarque, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos e Manuela d’Ávila acesse o seguinte endereço:

http://www.diariodopoder.com.br/artigos_autor.php?i=Pedro%20Luiz%20Rodrigues

 

PRÉ-CANDIDATO JOÃO AMOÊDO
Nome completo: João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo

Nasceu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1962. Tem 55 anos.

Profissões: Engenheiro, economista, administrador de empresas.

Nunca ocupou cargo público.
 

Formação
Engenharia (Universidade Federal do Rio de Janeiro, formou-se em 1984). Administração de Empresas (PUC-Rio, formou-se também em 1984).

Filiações partidárias
Partido Novo.  

Atividades profissionais
1983 – Estagiário de Cálculo Estrutural, em empresa de engenharia, em Niterói.

1985 –  198   - Estagiário (“trainee”) no Citibank.

1988 – 1999 - Gerente, Banco BBA-Creditansalt .

1999 – 2003 - Diretor Financeiro da Fináustria BFI & Leasing.

2004 – 2005 - Vice-presidente do Unibanco.

2005 – 2015 -  Membro do Conselho de Administração do Unibanco.

2011 – 2017 - Membro do Conselho de Administração da Construtora João Fortes.

Amoêdo é sócio do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças (IEPE/CdG) , Foi, até dezembro de 2017, colunista do jornal Folha de S. Paulo.

Dados sobre trajetória política:
Formação em escola jesuíta. Vide mais sobre turma de 1979 do Colégio Santo Inácio:
http://www.geocities.ws/vpaim/HP79.HTM

Em 2009 começou a manter conversas sobre criação de novo partido, com pessoas interessadas em política, mas sem políticos profissionais.

Em 12 de fevereiro de 2011, com 181 pessoas de 35 profissões diferentes e oriundos de dez estados da Federação, fundou o Novo, cujas regras excluem candidatos  ou filiados sem ficha limpa.

Em 15 de setembro de 2015, o partido teve seu registro definitivo aprovado pelo TSE.  Amoedo assumiu a presidência da agremiação.

2016 – Partido Novo disputa suas primeiras eleições. Conseguiu apenas quatro vitórias para vereadores: Janaina Lima em São Paulo; Mateus Simões, em Belo Horizonte; Leandro Lyra no Rio; e Felipe Camozzato em Porto Alegre.  Não elegeu nenhum prefeito.

Saiu da presidência do Novo em julho de 2017, para preparar-se para as eleições presidenciais de 2018.

Oficializada sua pré-candidatura pelo Novo, em novembro de 2017. Na ocasião, disse não acreditar em salvadores da Pátria mas na ação conjunta, como em times.

2018 – Seu partido conta com 16 mil filiados em todo o país (fevereiro).

Objetivo do Novo é eleger pelo menos 35 deputados federais.

Uma derrota (nas eleições presidenciais) não será considerada um fracasso. O fundamental é participar, influenciar e interferir na reconstrução da política nacional, para que o debate de idéias ocupe o espaço do discurso populista que tem dominado as últimas disputas. “Não basta ter só um nome novo na política; é preciso ter postura e atitude novas.”

 

Plataforma:

Liberalismo e capitalismo

Fim do fundo partidário

Reforma Política (voto facultativo)

Estado mínimo

Redução pela metade no número de ministérios

Redução de privilégios e de benefícios de autoridades

Privatizações (inclusive BB e CEF)

Reformas (Previdência)

Rigor fiscal

Parcerias público-privadas (Presídios)

Combate ao crime organizado

Revogação do estatuto do desarmamento

Revisão do pacto federativo

Simplificação do sistema tributário

Programa de Cupons (Saúde e Educação)

Autonomia do Banco Central

Contrário à política de cotas

 

Informações gerais
Desportista ativo. Já participou de seis provas de triathlon e dez maratonas.

Em 2010 tratou-se, com sucesso, de um linfoma.

De acordo com perfil publicado pela revista Época, para fundar o partido Novo (2011), “Amôedo contou com incentivo de banqueiros como Pedro Moreira Salles, Fernão Bracher e do ex-ministro do Banco Central Armínio Fraga. Ele também contratou o escritório Pinheiro Neto para confecção do estatuto, e para colher as 500 mil assinaturas, contratou empresas de marketing”. (Fonte: Wikipedia).

Julho de 2017: é substituído na presidência do Partido Novo pelo engenheiro Ricardo Taboaço.

O Novo foi o único partido que, oficialmente, convidou os brasileiros para as manifestações pela prisão de Lula.  Sobre o tema, Amoêdo disse que o STF deu “um passo para termos um país onde todos são iguais perante a lei, sem impunidade”, disse o pré-candidato em 5 de abril de 2018.

20.11.2017 – Novo confirma o nome do ex-presidente do Banrisul Mateus Bandeira, de 48 anos como pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul .

Registros na imprensa
10.4.2018 – “Nome que traz frescor à classe política atual, Amoêdo rechaça à idéia de ser visto como alguém “apolítico”, tal como se porta João Dória (pré-candidato ao governo de SP): “Entrei na política para ser político”, diz.(O Estado de S. Paulo, Emanuel Bonfim).

9.4.2018 – (No Fórum da Liberdade, Porto Alegre): o PartidoNovo não vai fazer coligações para obter privilégios. “Não é o DNA do Novo” (...) “Só faz sentido fazer coligação se tivermos as mesmas ideias”, disse. Reafirmou também o compromisso de não usar nenhum centavo do fundo eleitoral. (Exame On Line).

9.4.2018 -  (No Fórum da Liberdade, Porto Alegre): defendeu a privatização das estatais (“Chega de dizer que as estatais são estratégicas. Elas são estratégicas para alguns políticos, que as usam para atender a interesses privados. A melhor forma de melhorar serviços públicos é delegar à iniciativa privada”). (Exame On Line).

2.4.2018 –“ Interessados em entrar para o Novo afirmam que seu fundador, João Amoêdo, centraliza em torno de si cada passo do partido.

O excesso de personalismo, dizem, afasta novas filiações de políticos insatisfeitos com outras legendas, incluindo tucanos”. (Revista Veja, Radar).

27.3.2018 - Amoêdo rejeita o rótulo de ‘candidato do mercado financeiro’  : Com passagem pelo Unibanco e Itaú-BBA e tendo o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco como formulador de seu plano de governo, Amoêdo diz que a mudança não virá de grupos empresariais”. (O Estado de S. Paulo, Daniel Weterman)

27.3.2018 -  Amoêdo: “O mandato do presidente do Banco Central seria de quatro anos, renováveis por mais quatro, mas começaria no meio do mandato do presidente da República”.  (O Estado de S. Paulo, Weterman)

27.3.2018 – Disse, em resposta a pergunta sobre privatizações, que reformas devem ser feitas de imediata, enquanto se tenha o endosso das urnas. “Eu faria isso logo”, mas admitiu que ainda deve-se mensurar a forma como isso vai ser feito, estudar os melhores modelos. (O Estado de S. Paulo, Weterman)

27.3.2018 -  Na Paraíba, Amoedo manifestou-se contra a política de cotas para as minorias. “por dar uma diferenciação de tratamento e não ser uma solução para o problema”. (Jornal da Paraíba).

22.3.2018 – “Para a reforma política, Amoêdo afirmou que é preciso estabelecer o voto facultativo do país. “É a mesma regra do livre mercado: liberdade com responsabilidade . (Gazeta do Povo, PR).

22.3.2018 -  Amoêdo declarou que seu partido pretende lançar de 350 candidatos à Câmara dos Deputados nestas eleições. A meta é eleger 35 parlamentares, ou seja, 7% da Casa. (Gazeta do Povo, PR).

31.1.2018 – Em Paraguaçu Paulista, o pré-candidato declarou: “ As pessoas precisam ter capacidade de empreender, de abrir seu negócio, de fechar, de se relacionar, isso de forma mais simples porque hoje no Brasil isso tudo envolve uma burocracia muito grande” (Fonte: Silvana Paiva, jornal A Semana)

15.12.2017 – ““O João deu o seu salto profissional no BBA, com a família Bracher, com um trabalho brilhante e bem-sucedido, principalmente na financeira”, diz Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e fundador da Gávea Investimentos.” (Isto É Dinheiro).

15.12.2017 – “Por trás de todas as ideias econômicas de Amoêdo está o economista Gustavo Franco, um dos formuladores do Plano Real. Ele se filiou ao partido no início deste segundo semestre e passou a comandar a Fundação Novo, o think tank das ideias econômicas da sigla. Franco encontrou no partido a acolhida que não encontrava mais no PSDB, seja para desenvolver seus estudos e influenciar as decisões ligadas à economia, seja pela indignação com o fisiologismo demonstrado pelo tucanato no poder.” Isto É Dinheiro).

11.12.2017 – Publicou no Twitter que seria proposta do Novo "combater a pobreza e não necessariamente a desigualdade". "Somos, felizmente, diferentes por natureza. O combate à pobreza se faz com o crescimento e com a criação de riqueza, e não com a sua distribuição". (Brasil 247)

11.12.2017 -  A pré-candidata do PCdoB, Manuela D´Ávila, reagiu ao tuite: "Essa turma do antigo com roupa nova quer transformar a desigualdade social em algo natural. Para eles a escravidão, as capitanias hereditárias, as benesses da amizade secular c/ o Estado que dizem combater são “naturais” Desigualdade social não é natural!" (Vermelho)

11.12.2017 – Contra argumentou Amoedo: “ (...) as desigualdades que você citou foram criadas pelo Estado e somos contrários. Segundo o IPEA o Estado é responsável por 1/3 da desigualdade brasileira". E escreveu ainda: "Como diz o especialista em desigualdade Branco Milanovic, existe a boa e a má desigualdade. A boa é a que nasce do trabalho, da inovação gerada. A má é a que as pessoas não enriquecem pelo valor que geraram para a sociedade, mas sim por privilégios que tem junto aos poderosos (Brasil 247)

20.11.2017 - Para o ex-presidente do Banco Central e presidente da Fundação NOVO, Gustavo Franco, o projeto eleitoral do partido, que prega eficiência da máquina pública e incentivo ao empreendedorismo, vai ganhar forca nas eleições do ano que vem. “Existe um clima diferente no País, mais preocupado com o tamanho do estado, com a abertura econômica, cansado dos esquemas de corrupção”, afirmou. (Diário do Poder)

18.11.2017 – Sem peso na Câmara, o partido Novo terá entre sete e doze segundos de tempo de televisão (no período de campanha presidencial). (Folha de S. Paulo).
 

Principais entrevistas:

Infomoney (7.2.1018)
http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7242905/exclusivo-candidato-presidencia-pelo-novo-joao-amoedo-mostra-otimismo-meta

Huffpost Brasil (4.12.2017)
https://www.huffpostbrasil.com/2017/12/04/joao-amoedo-pre-candidato-do-novo-a-presidencia-a-economia-e-determinante_a_23295762/

Folha de S. Paulo (18.11.2017)
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/11/1936340-podemos-atrair-eleitor-que-ve-opcao-no-bolsonaro-diz-pre-candidato-joao-amoedo.shtml

Isto É Dinheiro (15.11.2017)
https://www.istoedinheiro.com.br/amoedo-uma-face-nova-na-politica/

Revista Época (25.9.2014)
https://epoca.globo.com/tempo/eleicoes/noticia/2014/09/bjoao-dionisio-amoedob-gente-quer-acabar-com-os-privilegios.html

Pedro Luiz Rodrigues é jornalista, com atuação nos mais importantes veículos de comunicação do País, e diplomata.

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