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O PDT e o Brasil

O PDT foi protagonista da história política do Brasil em diversas e significativas ocasiões; com Getúlio Vargas, quando ainda era o tradicional PTB (Partido Trabalhista Brasileiro, e com Leonel Brizola, seu fundador (depois que a sigla lhe foi negada). Getúlio foi presidente da República em duas oportunidades, Brizola candidatou-se em 1989 e 1994, e foi vice de Lula em 1998. Isso demonstra que o partido sempre se fez presente em momentos cruciais, colocando-se como alternativa à realidade vigente. É o que acontece agora com a candidatura de Ciro Gomes à presidência em 2018.

Num momento em que parte da sociedade brasileira lança chispas de ódio contra políticos e partidos, amalgamando todos numa clausura de corrupção e desconfiança, é necessário não recuar. O país deve purgar os erros, mas não há saída para a crise se não for pela via política. É importante que isso fique claro, mesmo, e apesar, dos clamores por intervenção militar. Alguns ameaçam apelar para a desfaçatez e assumir um discurso de ocasião. Não é o caso do PDT.

Em 1983, na famosa Carta de Mendes, o partido descrevia assim a realidade brasileira e justificava a necessidade de uma ação mais contundente: “A Nação está mergulhada numa crise sem precedentes. O nosso povo, perplexo e sofrido, vem reclamando definições quando se tornam transcendentes decisões sem a sua audiência e que o afetam até mesmo no seu elementar direito à vida. Estamos persuadidos de que somente através da democracia e do socialismo em liberdade será possível encontrar saídas para o atual contexto de dependência, de injustiças e de sofrimentos para o nosso povo. Por isso mesmo, o PDT assume, com inabalável e definitiva convicção e firmeza, pelo seu programa, sua prática e objetivos, a causa do socialismo democrático no Brasil”. 

Mesmo escrito há 34 anos, o texto é de uma atualidade impressionante. Temos um governo impopular tomando decisões que afetam diretamente a vida de todos, sem consulta à sociedade. Naquela época, o PDT incorporou uma postura de luta democrática, e é o que está fazendo agora. Vamos ampliar nossos núcleos de base, conversar com as pessoas e mostrar que a generalização (todos os políticos são iguais) é perniciosa. Dela decorrem as candidaturas neófitas dos arrivistas de plantão, que não possuem projeto político, o que pode resultar num desastre maior ainda.

O povo brasileiro não pode ficar entrincheirado em posições excludentes. O debate é fundamentar para buscarmos saídas juntos, como é próprio da democracia. A proposta do PDT é lançar um candidato e estabelecer um diálogo com todos os setores. As urnas darão o veredito, só assim seremos todos vencedores.


Ronaldo Lessa é deputado federal pelo PDT-AL.

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