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A MORTE DO MENINO VENENO

I
Romero era conhecido
Por viver de se alegrar,
Queria virar borboleta
Por esse mundo a voar,
Mas a morte, que é ingrata,
O fez morrer no Cuiá.

II
Por trás de uma barraca,
Perto de uma cerca de arame,
Rômulo Romero ia passando,
Atrás de matar sua fome,
Pegou fio desencapado,
Encontrando a morte infame.

III
Quando a notícia espalhou-se,
A cidade entristeceu:
O povo do Ernesto Geisel,
A quem alegria só deu,
Chorou uma noite inteira
Porque Romero morreu.

IV
Romero, alegria do Geisel,
Vivia tudo em profusão:
Dava o que tinha e emprestava
Com muita satisfação,
Foi morrer de choque elétrico
Pra sentir mais emoção.

V
Ricardo, assim com Romero,
Ficava pouco sereno:
Quando o via fazia festa,
Dava pra ver o empeno,
E gritava na palhoça:

- Viva o Menino Veneno!

VI
Logo que soube da morte,
O delegado Miguel
Pegou na pena e escreveu
Esse singelo cordel:
Romero, cintura fina,
Transformou-se em purpurina
E depois subiu ao Céu!

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