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O SENHOR REFÉM

Não me venham com esse negócio de esquerda e direita, porque não circulo por esses pedregosos corredores. Não defendo bandeira partidária, não tenho paixão por candidatos a cargos eletivos na política, venha de onde vier. As decepções superam a esperança de uma boa escolha pelo voto com a crença verdadeira de que A e B são os melhores no universo povoado de renomados aproveitadores profissionais. Apenas procuro exercer minha cidadania com dignidade, acreditando que um dia dará certo. A chamada “esquerda” desagrada pelo rancoroso estilo de querer exercer, de forma absoluta: controle estatal da economia; e ingerência na vida social, moral, cultural, patriótica e até religiosa das pessoas. Nem precisa voltar a um passado mais distante se temos agora ao vivo e a cores, o caos da vizinha Venezuela. Um governo viciado na arbitrariedade e violência para se perpetuar no poder sob os aplausos de certas estrelas do PT e PCdoB, especialmente a ilustre Senadora Gleisi Hoffmann, Presidente do seu partido, amante declarada da “democracia” do Chavismo continuado por Nicolás Maduro. O País vive um estado de exceção com violência brutal, a maior inflação do mundo, e irrestrito desrespeito à cidadania e aos direitos humanos. Que os demagogos que torcem pelo “quanto pior, melhor” continuem longe do Palácio do Planalto. Apesar da tal “direita”, que deveria fomentar a liberdade de mercado, defender os direitos individuais, o patriotismo acima de qualquer suspeita, estar afogada num mar de corrompimento. Na mesma medida dos que foram recentemente expurgados do poder por estarem levando a nação à insolvência. Os últimos episódios são anômalos, indignos, mas sob a proteção da lei que valida o leilão de marmeladas para comprar votos via as chamadas emendas parlamentares. Isso não é crime? Salvar o presidente de ser julgado pela Corte Superior por denúncia de corrupção passiva custou ao Brasil um valor inacessível a tantas demandas de ordem social como educação, saúde, segurança, saneamento básico e inúmeras outras carências que exigem ações urgentíssimas dos governos. Estamos falando de bilhões de reais fatiados entre os deputados assediados para garantirem o seu voto favorável ao arquivamento do processo. Além do espetáculo dantescamente hipócrita assistido pelo eleitor através dos canais da mídia. O plenário exibiu um show tão patético, que houve tempo para o deputado da tatuagem com o nome do presidente promover assédio sexual através do Whatsapp, com uma bruaca qualquer: “Mostra tua bunda, mostra afinal não são suas profissões que a destacam como mulher, é sua bunda”. O pomposo Temer, com sua tropa de choque, venceu o primeiro hound. Entretanto, os brasileiros continuarão governados por um chefe de estado refém da malandragem, que não tem compromisso com ele e muito menos com a sociedade. O preço do voto negociado, na pior das hipóteses, garantirá a muitos corruptos comprados outros milhares, que serão sufragados por eleitores de cabresto não menos reféns de um sistema sebento nas eleições de 2018. Sem distinção, direita ou esquerda, a farinha é extraída do mesmo saco.

 

Aloísio Alves é publicitário e membro efetivo da Apalca.

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