Publicidade
MEU CANTO DE GRATIDÃO

Tudo que existe na vida muda constantemente. Como diz a música de Lulu Santos: “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa. A vida vem em ondas como o mar. Num indo e vindo infinito”. Esta é a chamada lei da impermanência, que governa todos os acontecimentos e todas as pessoas. Numa hora estamos bem e, no momento seguinte já estamos mal, ou vice-versa. Foi o que aconteceu comigo no último domingo, dia 2/4, ao entardecer de um belo dia de sol. De repente senti uma arritmia em meu coração, que persistiu durante dez minutos e nada mais. Meu estimado vizinho Edécio, grande cardiologista, foi convocado para opinar e achou que não era nada, só fadiga. Dormi tranquilamente e, na manhã da segunda feira, logo cedo, o quadro clínico foi repetido. Procurei então o Hospital do Coração, onde fui muito bem atendido pela simpática e competente cardiologista dra. Karla, que após fazer um eletrocardiograma verificou que estava tudo bem. Antes de voltar para casa, meu estimadíssimo colega e cardiologista de renome dr. Ricardo César achou melhor eu ficar 48 horas na UTI do Hospital do Coração para uma pesquisa minuciosa da área cardíaca, pois já estou chegando aos 80 anos. Graças a Deus todos os exames deram normais após essa hospitalização preventiva, com discretas alterações sem interferência em meu estado geral. 

Quero então agradecer, primeiramente a Deus, que me deu coragem e entusiasmo para enfrentar os obstáculos, e aos meus caríssimos amigos, colegas notáveis como dr. Ricardo César e José Wanderley, que comandaram uma equipe grandiosa, competentíssima de jovens cardiologistas e que me deram uma assistência médica inesquecível. Quero agradecer também aos enfermeiros, enfermeiras e fisioterapeutas que se desdobraram em gentilezas para que eu me sentisse bem durante a minha internação. Neste canto de agradecimento, quero bem dizer a Deus a linda família que possuo e que, chefiados por minha querida esposa Myrza, filhos, netos, genros, nora, irmã e cunhados que não me deixaram só nem um minuto na solidão da UTI. 

Há 54 anos no exercício diário de minha profissão divina que é a Medicina, não poderia imaginar ter conquistado tantos colegas e clientes amigos em nosso Estado de Alagoas. Agradeço muitíssimo as orações pela minha recuperação, os telefonemas, as mensagens e as visitas ao hospital e a minha casa. Aos dedicados funcionários da Gazeta de Alagoas, que não cessaram de comunicar as pessoas que eu estava melhor, o meu muito obrigado. 

Meu caro leitor: Lute sempre pela sua vida, lembrando-se que não basta durar, é preciso viver. Durar é estar dentro da vida. Viver é ter a vida dentro de você. Que vocês sejam sempre felizes e contem comigo sempre como um amigo verdadeiro. Como diz o Salmo 62: “Senhor, ao longo dos meus dias que me restam na descida da ladeira, quero bem dizer-vos, levantando para vós as minhas mãos”. Quero continuar fazendo da vida uma eterna canção de otimismo, cheia de júbilo, dando as mãos aos que me contornam.

 

Milton Hênio é médico e membro das academias de Medicina e de Letras e do IHGAL.

Publicidade
TWITTER
@colunach

 
Busca
Redes sociais
@diariodopoder
© 1998 - 2017 - Todos os direitos reservados