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Só faltava essa para o Brasil tornar-se o ensolarado paraíso da mentira, da contravenção, do crime. Nossa fonte maior de energia, a carne, seja ela bovina, suína ou de ave, está com seu consumo ameaçado pelo maior plano de maldade até hoje urdido contra nós. Os frigoríficos e as mais (até ontem) confiáveis casas de produção e processamento da carne do país, inclusive como exportadores de conceito, arquitetaram uma trama visando proveitos ainda maiores, junto com servidores federais corruptos, o que resultará inevitavelmente numa quebra de confiança em todos os mercados internacionais em que estava presente. A exportação desse produto corresponde a uma parcela talvez a mais expressiva entre todos os itens de nossa balança comercial, mais que o ferro, que é nossa commodity mais presente nas relações comerciais com o primeiro mundo.

Não se sabe como os produtores resistirão à fúria do consumidor, seja do mercado interno seja do externo. Este golpe extrapola quaisquer outros danos ao erário, porque, além de vitimar nossa já precária economia, atenta primeiramente contra nossa saúde, nosso maior bem oferecido pelo Criador.

Este crime continuado é mais ofensivo do que qualquer outro que a lava-jato tenha encontrado ou investigado. Este é verdadeiramente o crime hediondo, porque seus protagonistas só visaram o proveito que lhes trariam a alteração delituosa dos produtos numa escala de amplitude mundial, sem a mínima preocupação do risco iminente de danos pessoais aos consumidores. Esses malfeitores e vampiros, com suas cobiças desenfreadas, ferem a todo o momento a Pátria e os brasileiros. A sociedade aguarda a palavra do governo como aguardará a punição exemplar desses bandidos. A informação quanto a este episódio, sua extensão e grau de periculosidade não nos pode ser sonegada. Todos nos sentimos ameaçados.

Dá-lhes, Polícia Federal!

 

José Maria Couto é advogado.

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